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Chesf elabora plano de segurança da Usina de Xingó


28/02/2019 17:05

O rompimento das barragens em Mariana e Brumadinho tem levantado uma série de discussões sobre a segurança dos açudes pelo país. Em Sergipe, as populações ribeirinhas que vivem às margens do Rio São Francisco, na região da Usina Hidrelétrica de Xingó, também podem ser afetadas por conta da estrutura da usina.

Justamente para evitar que isso ocorresse, em agosto do ano passado, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a Companhia Hidrelétrica de São Francisco foi condenada pela Justiça Federal a elaborar o Plano de Segurança da Usina Hidrelétrica de Xingó.

Sobre o plano, a Chesf informou ao Jornal da Cidade que todos os Planos de Ação de Emergência (PAE) das barragens da Chesf foram concluídos. “O PAE da Usina de Xingó já foi enviado para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para as Defesas Civis de Sergipe e Alagoas e para as Prefeituras e Defesas Civis Municipais das cidades envolvidas. Por ocasião da ação civil pública, o PAE da referida usina foi entregue à Justiça”, informou.

Questionada sobre as rachaduras nas lajes, a Chesf disse que “as estruturas da Usina de Xingó são monitoradas permanentemente por meio de uma rede de instrumentos de auscultação, bem como por vistorias e inspeções técnicas realizadas regularmente. Desde o enchimento do reservatório de Xingó toda a percolação através da barragem é quantificada e comparada com valores anteriores e com os limites preestabelecidos indicados em projeto. Os valores das leituras dos instrumentos e as vistorias e inspeções técnicas são analisadas por especialistas da Chesf, no sentido de verificar algum fato que demande necessidade de ação, em conformidade com as boas práticas de engenharia de barragem”,

Já no dia 23 de fevereiro uma reportagem da TV Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão, mostrou a preocupação de moradores de Paulo Afonso com a possiblidade de um rompimento da barragem da Usina Paulo Afonso 4 e da Barragem de Moxotó. Em face da grande repercussão imediata da matéria nas redes sociais e muitos outros veículos de imprensa do Estado, a Chesf se posicionou, por meio de nota, descartando quaisquer riscos desse tipo e procurando tranquilizar os moradores do Município de Paulo Afonso.

Sobre os fenômenos observados em Paulo Afonso IVe Moxotó, o JC perguntou se eles podem também acontecer em Xingó e a resposta foi sim, devido à semelhança das barragens. Mas reforçou que isso é um acontecimento natural e que não oferece risco devido ao monitoramento.

“Devido à semelhança das barragens, os mesmos aspectos que se observam na barragem de Paulo Afonso IV são observados na barragem e nos diques de Xingó. A barragem e diques de Xingó possuem medidores de vazão à jusante para monitoras as águas que fluem os valores coletados nestes medidores estão conforme previstos em projeto”, finalizou

Fonte: Jornal da Cidade

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