Na sexta-feira (1º), a Câmara Municipal de Lagarto concedeu o pedido de licença solicitado pelo prefeito Valmir Monteiro, que está preso no Presídio Militar (Presmil), em Nossa Senhora do Socorro (SE), suspeito de envolvimento na prática de lavagem de dinheiro.
O presidente da Câmara, vereador Carlos Eduardo Pereira de Santana, disse a reportagem do G1 que a assessoria do prefeito protocolou na sexta-feira um documento na Casa, informando oficialmente o impedimento temporário de continuar à frente da administração municipal.
“Como presidente dei monocraticamente a licença ao prefeito Valmir. Com isso, convocamos a vice-prefeita, Hilda Rollemberg Ribeiro, para, desde já, entrar em exercício”, explica o presidente.
O Artigo 14 da Lei Orgânica do Município prevê como competência exclusiva da Câmara autorizar o prefeito e o vice-prefeito a se ausentarem do Município, quando a ausência exceder a 10 dias.
Operação Leak
Nesta sexta-feira (22), foi deflagrada uma operação para investigar o desvio de verbas públicas no Matadouro Municipal de Lagarto (SE). A suspeita é que tenha ocorrido a pratica de lavagem de dinheiro pelo prefeito e outros investigados.
No final da manhã, o Ministério Público Estadual (MPE) confirmou que o prefeito de Lagarto, Valmir Monteiro e o genro dele se apresentaram à polícia e prestaram esclarecimentos. Em seguida, foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde realizaram exames e foram levados para o Presídio Militar do Estado de Sergipe (Presmil), em Aracaju.
Promotores do MPE informaram que foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nas cidades de Aracaju e Lagarto. Foram alvos de buscas a sede da Prefeitura de Lagarto, as secretarias de Finanças e Administração, o matadouro de Lagarto, a sede de uma empresa e as residências do prefeito, José Valmir Monteiro, do genro dele e de supostos laranjas, além do administrador do matadouro. Dois empresários que teriam envolvimento com o esquema estão foragidos.
O MPE confirmou que documentos que estariam em prédios públicos e na residência do prefeito teriam sido retirados antes que a operação fosse realizada. O mesmo teria acontecido em um dos endereços do genro do prefeito. Ainda de acordo com o MPE, os promotores possuem provas robustas de improbidades e outros desvios e as investigações vão continuar.
O secretário de comunicação de Lagarto, Anderson Christian, disse que o município está colaborando com as informações garantindo o acesso ao tudo que está sendo solicitado, mas vai aguardar o encerramento da operação para se pronunciar.
A ‘Operação Leak’ conta com promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), delegados e policiais do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública da Polícia Civil (Deotap), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Comando de Operações Especiais (COE).
Fonte: G1/SE