
Um empresário e um funcionário de uma empresa contratada para fornecer medicamentos para a Prefeitura de Laranjeiras foram presos na manhã desta quinta-feira (20), pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Sergipe (MPSE) e policiais civis. Eles são suspeitos de destruir provas e atrapalhar investigações sobre irregularidades nas compras dos medicamentos.
Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. Os locais dos cumprimentos dos mandados não foram informados.
A ação é um desdobramento da Operação Citrus, que prendeu o prefeito de Laranjeiras, Paulo Hagenbeck, e um funcionário dele, em dezembro do ano passado.
"Foi constatado que após a deflagração da Operação Citrus, as pessoas passaram a destruir provas importantes para a investigação, queimaram diversas caixas, documentos, todos importantes para a investigação. Foi dado fim a celulares, aparelhos foram trocados, apagaram dados de aparelhos. Então isso, nós entendemos que foi para prejudicar as investigações. A destruição de provas compromete a investigação, mas temos outros elementos", disse o promotor do Gaeco Bruno Melo.
A assessoria de comunicação da Prefeitura de Laranjeiras informou que vai aguardar a conclusão das investigações para se posicionar. O G1 não conseguiu localizar a defesa das duas pessoas presas.
Segundo o promotor, não há possibilidade de pagamento de fiança. Após os depoimentos dos suspeitos no Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária (Deotap), eles devem seguir para o sistema prisional.
Outras cinco prisões foram solicitadas à Justiça, mas a desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos só deferiu duas. Os outros alvos não foram informados pelo Gaeco. As investigações continuam.
Fonte: G1/SE