
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou nesta 5ª feira (3.set.2020) que a plataforma não permitirá o impulsionamento de anúncios políticos criados na semana anterior ao dia da eleição presidencial nos EUA, a ser realizada em 3 de novembro. A regra também vale para o Instagram.
Na prática, publicações pagas feitas anteriormente ao período estabelecido continuarão no ar, mas ficarão impedidas de serem modificadas. “Nesta eleição, todos temos a responsabilidade de proteger a democracia“, disse Zuckerberg
Em nota, a plataforma disse que anexará 1 selo informativo a conteúdos que busquem deslegitimar o resultado do pleito ou questionar os métodos de votação.
As novas medidas vão na contramão do que Zuckerberg havia dito em fevereiro, quando declarou que iria “defender a liberdade de expressão“, referindo-se à decisão (agora revogada) da empresa de manter todos os anúncios. “Não acho que o Facebook ou as plataformas da internet em geral devam ser árbitros da verdade“, disse à época.
PARCERIA COM REUTERS
A Reuters anunciou nesta 5ª (3.ago) acordo para fornecer aos usuários do Facebook resultados em tempo real no dia das eleições nos EUA. Os dados apurados pela agência de notícias serão exibidos numa aba especifica do Facebook e compartilhados em notificações push.
“A Reuters entregará dados eleitorais abrangentes por meio do NEP (National Election Pool), fornecendo percepções e resultados atualizados sobre 1 dos maiores eventos políticos do ano“, disse presidente da Reuters, Michael Friedenberg.
O NEP é 1 consórcio voltado a pesquisas eleitorais composto pelas 4 maiores emissoras de TV norte-americanas: ABC, CBS, CNN e NBC News, em parceria com o instituto Edison Research.
Fonte: Poder 360