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Corpo de ex-governador de Sergipe João Alves Filho é cremado

Segundo a família, os restos mortais do ex-governador serão transladados para Aracaju na próxima segunda-feira (30).


26/11/2020 12:57

O corpo do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, 79 anos, está sendo cremado, nesta quinta-feira (26), no Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaíso de Goiás, a 40 minutos de Brasília. A cerimônia é restrita a familiares.


Ele morreu no fim da noite desta terça-feira (24), no Hospital Sírio Libanês, em Brasília, após sofrer uma parada cardíaca em casa no dia 18.

Os restos mortais do ex-governador serão transladados para Aracaju na próxima segunda-feira (30), com chegada prevista para às 11h30, no Aeroporto Santa Maria. A informação da família é que um cortejo será realizado passando por importantes obras realizadas por João Alves Filho.


Além da esposa, ele deixa três filhos e quatro netos.

Carreira
 
João Alves Filho nasceu no dia 3 de julho de 1941, em Aracaju. Engenheiro civil, ele iniciou a trajetória política aos 20 anos, quando estudava na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e foi membro da Juventude Universitária Católica (JUC).


De volta a Sergipe, trabalhou com o pai em uma construtora da família. Assumiu a Prefeitura de Aracaju (1975-1979) como prefeito biônico, de forma indireta, apoiando a Ditadura Militar, durante o governo de José Rollemberg Leite no estado. Foi ministro do Interior do Brasil, entre os anos de 1987 a 1990.

Governou o estado de Sergipe por três mandatos [1983 a 1986, 1991 a 1994 e 2003 a 2006]. Em 2012, foi eleito prefeito de Aracaju, exercendo a função de 2013 a 2016.


A formação em engenharia civil contribuiu para que obras relevantes fossem realizadas durante a sua administração pública. No governo do estado, construiu a Orla da Atalaia e a ponte Aracaju/Barra dos Coqueiros. Na prefeitura, revitalizou o Calçadão da Praia Formosa, na Treze de Julho.


João Alves também publicou vários livros, a maioria sobre causas ambientais, e desde 1993 era membro da Academia Sergipana. Durante sua carreira, ele foi reconhecido por ser um grande defensor da região Nordeste, e lutar contra a transposição do Rio São Francisco, tema de seu último livro. Na luta pelos sertanejos, ficou popularmente conhecido como ‘Chapéu de Couro’.

Fonte: G1/SE

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