Mercosul e União Europeia fecham acordo de livre comércio


Mercosul e UE (União Europeia) concluíram nesta 6ª feira (28.jun.2019) a negociação do Acordo de Associação entre os 2 blocos econômicos, que representam, juntos, 25% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, além de 1 mercado de 780 milhões de pessoas. O tratado foi fechado em reunião realizada em Bruxelas, capital da Bélgica. As negociações tiveram início há mais de 20 anos.

Segundo nota conjunta divulgada pelos ministérios da Economia e das Relações Exteriores, “em momentos de tensões e incertezas no comércio internacional, a conclusão do acordo ressalta o compromisso dos 2 blocos com a abertura econômica e o fortalecimento das condições de competitividade”.

Por meio do acordo, produtores brasileiros terão ampliação do acesso ao mercado europeu, por meio de quotas para carnes, açúcar e etanol. Ainda segundo o governo, com a associação entre os 2 blocos, produtos agrícolas de grande interesse do Brasil, como suco de laranja, fruta e café solúvel, terão as tarifas isentas.

As empresas brasileiras serão beneficiadas com a eliminação de tarifas na exportação de 100% dos produtos industriais, equalizando a concorrência com parceiros que já possuem acordo de livre comércio com a UE.

o governo afirmou que a negociação comercial “cobre temas tanto tarifários quanto de natureza regulatória, assim como serviços, compras governamentais, facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias e fitossanitárias e propriedade intelectual“.

Empresas brasileiras poderão acessar o mercado de licitações da UE, estimado em US$ 1,6 trilhão, de acordo com informações do ministério da Economia.

Para os diferentes segmentos de serviços, como comunicação, construção, distribuição, turismo, transporte, e serviços profissionais e financeiras, o acordo “garantirá acesse efetivo“.

Participaram, pelo Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo.

AUMENTO DA COMPETITIVIDADE 

Segundo a nota, espera-se que haja 1 maior grau de competitividade da economia brasileira, garantindo, ao mercado doméstico, acesso a insumos com alto teor tecnológico por preços inferiores aos praticados anteriormente.

Os consumidores também serão beneficiados pelo acordo, com acesso a maior variedade de produtos a preços competitivos“, diz o governo.

PROJEÇÕES DE ELEVAÇÃO

Pelos cálculos da equipe econômica, o acordo deve ter impacto sobre o PIB brasileira. A estimativa é que o produto interno bruto cresça US$ 87,5 bilhões em 15 anos, com a possibilidade de chegar a US$ 125 bilhões, caso seja levado em consideração a redução das barreiras não-tarifárias e o aumento, dentro do esperado, na produtividade dos fatores de produção.

Pelo lado de investimentos, as projeções são de que, no mesmo período, deve haver uma aplicação de recursos na economia local na ordem de US$ 113 bilhões.

Em relação à balança comercial, o cálculo é que o comércio bilateral impulsione as exportações brasileiras para a UE em cerca de US$ 100 bilhões até 2035.

BOLSONARO COMEMORA

Por meio do seu perfil no Twitter, o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) afirmou que o acordo abriu “grandes mercados para o Brasil”.

Fonte: Poder 360