Assistência Social de Aracaju tenta identificar morador em situação de rua que morreu por Covid-19

Ele foi socorrido por uma equipe do Samu.


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A sétima morte registrada em Sergipe por Covid-19 é de um homem com nome, idade e história desconhecidas pelas autoridades em saúde pública do município de Aracaju.


O corpo do morador em situação de rua foi sepultado como indigente, nesta segunda-feira (20), seguindo os protocolos do Ministério da Saúde, no Cemitério São João Batista, Zona Sul da capital.


Quando foi encontrado estava sem documentação e foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Depois, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento Nestor Piva, na Zona Norte, onde passou os últimos momentos de vida, falecendo neste domingo (19), como informou a Secretaria Municipal da Saúde.


Agora, as equipes da Secretaria da Assistência Social trabalham para identificar quem seria essa pessoa, que não era usuária dos serviços municipais que atendem a população de rua.


De acordo com a secretária da Assistência Social de Aracaju, Simone Passos, até esta quarta-feira (22), este era o único caso confirmado do novo coronavírus entre os atendidos nos alojamentos do município.


Antes mesmo da pandemia, Aracaju já fornecia espaços para abrigar este público, como o Projeto Acolher. Com o avanço da doença na capital, que até o fechamento desta matéria somava 74 casos, outras medidas foram tomadas.


“Fizemos uma parceria com o governo do estado, no Espaço do Migrante, onde temos vagas para pessoas em situação de rua. Durante a pandemia criamos quatro espaços: Freitas Brandão - uma escola onde abrigamos os homens em situação de rua sem vínculo familiar, o Sabino Ribeiro - abrigando as famílias, o Centro Espírita Laura Amazonas - abrigando idosos e o antigo Cras Terezinha Meire (Bairro Olaria) - abrigando mais população em situação de rua. Temos cerca de 165 pessoas nesses espaços”, explica.

Simone Passos completou que tem uma parceria com a Secretaria da Saúde, através do Consultório na Rua, que faz um trabalho de identificação, e caso alguém precise de isolamento, a secretaria possui um espaço reservado.
 
Ela conta que quando as equipes da secretaria estão nas ruas enfrentam a dificuldade de atrai-los para os abrigos. Muitos resistem, alegando que a rua ainda é o melhor local. “Nossas equipe de abordagem continuam fazendo esse chamamento, essa sensibilização, pois ainda temos capacidade de recebê-los”, afirma.
 

Fonte: G1/SE