Fábio Henrique: “Precisamos melhorar a atuação da classe política em favor de Sergipe”

“Não podemos viver num país que tem uma crise por dia provocada pelo presidente da República”


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Apesar de estar no primeiro mandato de deputado federal, Fábio Henrique, 47 anos, não é um neófito. Não é um estreante em política. Ele já venceu quatro eleições - uma de vereador de Aracaju, com antológica votação, duas de prefeito de Nossa Senhora de Socorro, incluindo a reeleição, e a que o mandou a Brasília.

Pode ainda ser creditada ao currículo dele a eleição da esposa, a jornalista Sílvia Fontes, para a Assembleia Legislativa de Sergipe em 2014, com expressivos 42.613 votos - 7.387 a mais do que os 35.226 votos obtidos por ele em 2018. Embora, portanto, não possa mais ser rotulado como um emergente, Fábio Henrique sempre pontua nas análises de Sergipe como um dos nomes novos da política do Estado - ao lado de Edvaldo Nogueira, dos dois demais Fábios federias - o Reis e o Mitidieri -, Rogério Carvalho, Valadares Filho, Alessandro Vieira, Zezinho Sobral, Luciano Pimentel, Georgeo Passos, Valmir de Francisquinho, entre alguns mais. E de fato Fábio Henrique de Carvalho pensa largo. Grande. E expõe sem embaraços o que pensa - com uma certa franqueza.

Não manca do pensamento, embora tenha trejeitos clássicos e comuns aos simãodienses, que por vezes revelam menos do que o que de fato pensam. Na análise que faz do seu mandato em Brasília, Fábio Henrique embute visões assertivas que vão desde o campo pessoal ao institucional de Sergipe e do Brasil.

Acha, por exemplo, que são mais que necessárias mais “serenidade e união” da classe política sergipana no modo de pensar Sergipe, e defende que ninguém merece um presidente de República como Jair Messias Bolsonaro, que acende uma crise política na bagana da outra todos os dias.

Um viciado em desarranjos. “Evidente que precisamos melhorar a atuação de toda a classe política em favor do Estado de Sergipe. É preciso que exista serenidade e união. A bandeira principal não pode ser a da ideologia e nem a do partido, mas a da soberania do nosso Estado”, diz Fábio. “Defendo a união de toda classe política em favor de Sergipe”, reforça. No plano nacional, Fábio Henrique nutre uma visão dura, mas realista, sobre Jair Bolsonaro e as suas diabruras políticas na mais das vezes elevadas ao desrespeito.

“Não podemos viver num país que tem uma crise por dia provocada pelo presidente da República. Precisamos de paz e sensatez”, defende. “O que o Brasil precisa hoje, em 2022 e sempre precisará, é de equilíbrio. Sou um deputado de oposição a Bolsonaro, mas o faço com muito equilíbrio e responsabilidade. Tudo do Governo Bolsonaro que foi encaminhado para a Câmara e que foi bom para o Brasil, contou com o meu voto. Não posso fazer oposição ao Brasil.

Precisamos de equilíbrio e fugir do radicalismo”, diz. Fábio Henrique julga que faz um mandato dentro de uma boa média de desempenho. “Dizer que já superei as dificuldades seria arrogância, prepotência e falta de humildade. As dificuldades são superadas diariamente e cada dia é um aprendizado. As dificuldades são muitas. A Câmara é uma casa de líderes, as pautas e as definições de votações são decididas em “colégio de líderes””, afirma ele.

“Somos 513 e eu sou de um partido com 28 deputados - considerado médio, e de oposição. Sou do menor Estado do Brasil e situado do Nordeste. Tudo isso gera dificuldade de adaptação, mas com muito esforço, trabalho e rompendo barreiras, com muita interlocução, tenho conseguido conquistar espaços importantes na Câmara Federal”, completa.

Da cena sergipana, o deputado diz que Belivaldo Chagas faz um Governo sensato, sobretudo nessa hora de pandemia - “o Governo Belivaldo tem agido com responsabilidade”, diz -, avisa que é um pré-candidato a prefeito de Nossa Senhora do Socorro e manda um recado direto aos seus oponentes.

“Não há nenhuma pendência jurídica que me impeça de disputar qualquer eleição. Nem processo transitado e julgado em segunda instância, e nenhuma condenação criminal. Tem um grupo de adversários que espalha isso, que é uma grande fake news que eles acreditam ser estratégia política.

Meus adversários atacam diariamente a mim e a minha família”, diz. E como pré-candidato a prefeito, Fábio Henrique antevê que o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, que é também pré-candidato à reeleição, vai estar no seu palanque em Socorro e não no do prefeito Padre Inaldo Luis da Silva.

“Edvaldo Nogueira é do nosso partido. Ele veio para o PDT atendendo ao nosso convite e estará no nosso palanque da mesma forma que eu estarei no dele em Aracaju”, avisa. No plano intimamente pessoal - familiar, diga-se -, Fábio Henrique diz que não passam de fofoca os boatos de que ele e a esposa Sílvia Fontes estariam separados.

“Lamento muito que meus opositores não venham para o debate político e entrem no debate pessoal. Essa é uma pergunta de cunho absolutamente pessoal, mas vou lhe responder em respeito a você e ao JLPolítica, e em respeito ao povo sergipano: eu e Sílvia não estamos separados. Nunca estivemos separados. Isso é mais uma fofoca”, diz.

Fábio Henrique Santana de Carvalho nasceu no dia 19 de junho de 1972 em Simão Dias. Ele é filho de Adilson de Carvalho Silva e Maria Joselice Santana de Carvalho. Ele é bacharel em Direito pela Universidade Tiradentes e tem formação técnica em Radialismo, área em que muito atuou em Aracaju em programas de rádio. Mas tem pós-graduações em Direito Público e em Direito Eleitoral.

Fonte: JL Política