Economista alerta: “brasileiros estão vivendo abaixo da linha de miséria”
15 milhões de pessoas amargam o desemprego no país, tornando a pobreza um cenário comum

Por Suzy Guimarães
Nos últimos tempos, a fome se tornou companheira de grande parte da população brasileira. 15 milhões de pessoas amargam o desemprego em todo o país, tornando a linha de miséria um cenário comum. Em Sergipe não é diferente e diante do fato, o Jornal da Rio, primeira edição, entrevistou na manhã desta segunda-feira, 2, o economista e professor universitário, Joselito Oliveira. Ele fez uma análise da realidade econômica do país e afirmou que os governantes não estão tomando as medidas necessárias para dar dignidade ao povo.
O professor observou que o orçamento familiar do brasileiro chegou a limite de suportação, não havendo mais como restringir o consumo das necessidades básicas de sobrevivência. “Hoje as famílias que sobrevivem de um salário mínimo, tem 50% da renda comprometida com a cesta básica, sem consumir carne vermelha. Outra parte é usada, por alguns, para um aluguel e para essas pessoas estão descartados: vestuário e muitas vezes o próprio transporte”, atentou o economista.
Ele disse que para essa camada da população, não há a menor possibilidade de lazer. “Com a alta dos combustíveis e principalmente do gás de cozinha, o impacto tem sido violento e com sérias consequências. As pessoas não comem direito, cozinham a lenha ou de outra forma e o mapa da fome se instalou de forma absurda”, alertou Joselito. Ele ressaltou que o povo já está vivendo no sacrifício extremo, já tendo reduzido tudo que podia de sua alimentação. É preciso mudar a política de emprego e renda do governo Federal, para gerar emprego e renda”, disse.
Joselito Oliveira afirmou que as pessoas estão apenas sobrevivendo e não vivendo de fato. Ele questionou como o povo poderá se equilibrar se ganha em real, mas paga em dólar. “A política do governo não é voltada para o povo, que ganha de forma miserável e paga muito além do que pode. Hoje aumentou assustadoramente o número de pedintes nas ruas. A pessoas já não têm vergonha de dizer que passam fome, ao contrário, pedem pelo amor de Deus por ajuda, por alimentos, o mínimo para viver”, ressaltou o professor.
Contradições
Analisando a informação divulgada na Revista Forbes, de que 20 novos bilionários surgiram no Brasil, durante a pandemia, o economista atentou que o Brasil é vice-campeão em concentração de renda, nas mãos de poucos, enquanto a maioria vive abaixo da linha de pobreza. “Esse é o cenário: quase todos entrando na mais completa miséria”, concluiu o economista.