
Reynaldo Gianecchini celebra seus 48 anos — Foto: Reprodução/Instagram
Ele tem 48 anos, é um ícone de beleza, já conta duas décadas de uma carreira bem-sucedida e, no campo pessoal, literalmente sorri para a vida. Se em 2011, Reynaldo Gianecchini encarava um diagnóstico de câncer com a cara e a coragem, agora, 10 anos depois, ele olha para trás e se orgulha da trajetória vitoriosa. A cura veio acompanhada de lições que transformam diariamente sua maneira de viver.
Convidado do novo episódio do podcast Novela das 9, que será lançado na íntegra nesta quinta-feira, 29/4, Gianecchini fala de peito aberto sobre o momento delicado que enfrentou e esbanja um otimismo inspirador:
"Foi um processo na minha vida muito bonito, na verdade. As pessoas estranham quando eu falo isso porque parece uma coisa muito cabeluda - e de certa forma é, você encarar a morte - , mas passar por isso me trouxe bênçãos inacreditáveis. Eu saí ganhando muita coisa, e eu tinha a percepção de que esse processo ia me trazer muito conhecimento. Eu estava muito entregue, eu não briguei com o que era. Eu encarei como um desafio, eu falei: 'Vou ver o que eu tenho para ver aqui, porque a vida deve estar querendo me mostrar alguma coisa e eu não vou fugir disso, não vou negar, não vou achar que sou amaldiçoado por estar nessa posição'.
E, honestamente, não estou falando da boca para fora: foi um processo lindo."
Na entrevista, o artista relembra as sensações que o atravessaram naquele período e afirma não ter sentido tristeza. Já em relação aos aprendizados que conquistou, Gianecchini conta que eles são diários, que cada dia reserva novas descobertas, e que passar por tudo isso causou, de fato, uma virada em sua vida:
"Eu não lembro de tristeza... lembro de medos, de uma certa ansiedade, mas eu estava muito entregue para a minha cura, para buscar minha cura, meu autoconhecimento. É muito difícil avaliar exatamente tudo que você aprendeu com esse processo. As fichas ainda estão caindo. Mas basicamente foi um ponto de mudança enorme nas minhas prioridades: onde eu estava dando importância, para quê dando importância, o que que pesa para mim no meu dia a dia, nas minhas escolhas... e a partir dali começou a mudar muito."
Uma das lições é esta pergunta-chave que acompanha o ator: "O que o presente tem para me mostrar?". O afeto pela família e pelos amigos, bem como o autocuidado e a vontade de viver o aqui e agora, são só algumas características que foram potencializadas em Reynaldo, que deixa conselhos úteis não apenas para quem também enfrenta a doença, mas para todos nós:
"Muita gente me procura para dar uma palavra sobre isso. Eu falo sempre: viva o seu processo. A vida é o que é. Às vezes a gente faz um plano 'A' para a vida, mas a vida fala assim: 'não, não é por aí, é por aqui'. Então aceite o que a vida está te propondo e veja o que tem para ver, com o coração aberto. E você vai descobrir tanto amor nas novas possibilidades. Tudo tem muita coisa boa para a gente absorver."
No podcast Novela das 9, Reynaldo Gianecchini relembra ainda o sucesso em Da Cor do Pecado, que reestreou no Viva, comenta outros momentos da carreira, como em Laços de Família e Verdades Secretas, e abre o jogo sobre vaidade e assédio dos paparazzi.
Por Vitor Gilard e Eduardo Wolff, Gshow — Rio de Janeiro
28/04/2021 06h30 Atualizado há 4 horas