
Por Suzy Guimarães
Nos últimos tempos, o celular se tornou para a maior parte das pessoas um companheiro inseparável. Mas esse instrumento de comunicação e tantas outras utilidades, pode também contribuir para a perda da visão ou o adoecimento dela. No sentido de alertar a sociedade, o Jornal da Rio, na manhã desta terça-feira, 20, ouviu o oftalmologista Airton Machado, que atenta para a necessidade de descanso da visão a cada hora e meia de uso do aparelho.
O médico observou que nesse momento de pandemia é certo que as pessoas, principalmente as que estudam pelo Ensino a Distância - EAD, ou que estão trabalhando em home-office, se encontrem expostas a luz de LED, emitida pelo celular, com mais frequência ficando vulneráveis a cansaço, irritação e envelhecimento precoce da área nobre da visão, que é a retina. “É preciso limitar o tempo de uso do aparelho, descansando a visão por 20 minutos a cada hora e meia”, orienta o médico.
Ele alerta que o melhor é evitar a exposição excessiva para não afetar a visão de forma agressiva. O especialista esclarece que não há uma faixa etária definida para ser afetada pelo uso abusivo do celular ou do computador. Ele atenta que especialmente as crianças, passam por uma fase difícil nesse momento de pandemia, por estarem confinadas na maior parte do tempo e encontrarem no aparelho uma forma de entretenimento.
Míopes
“Já é sabido que até 2050 haverá um aumento expressivo no número de míopes no mundo. É preciso cuidado, porque a miopia evolui até os 21 anos, pode ser herdada dos pais e aumentada por fatores externos. Esses filhos podem até desenvolver a miopia com mais intensidade que os pais”, aleta o oftalmologista. Como medida preventiva para evitar o desenvolvimento da doença, ele aconselha os pais a levarem as crianças para andar de bicicleta, jogar bola, passear em parques, tudo dentro das normas de segurança ou depois que a pandemia estiver mais controlada.
O médico esclarece que quando estão em atividades recreativas externas os olhos das crianças, ao mirar distâncias maiores, têm uma redução no cansaço visual e na miopia. “Mas os pais não devem descuidar dos exames dos filhos, buscando conduzi-los ao médico oftalmologista, principalmente na fase de matrícula na escola, hoje aos dois ou três anos, para que seja feita uma avaliação na criança, evitando que mais tarde, possa ser detectada alguma doença mais grave como a Ceratocone, que afeta a córnea”, conclui Airton.