
O delegado Hilton Duarte informou, nesta sexta-feira (1°), que a Polícia Civil enviou à Justiça o inquérito civil que apura os crimes de estelionato, associação criminosa e tentativa de homicídio contra o delegado Marcelo Hercos, baleado na tarde do dia 21 de setembro, durante uma abordagem a três suspeitos de passar notas falsas em uma loja de conveniência na Zona de Expansão de Aracaju.
“O Cristian, o Manoel e o Daniel foram indiciados pelos crimes de estelionato e associação criminosa, ao passo que Wellington, que realmente tomou a arma e atirou no policial, foi indiciado pelos crimes de associação criminosa, estelionato, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública e também pelo crime de furto, pois em sua passagem aqui em agosto a gente percebe quando ele subtrai objetos de uma loja”, explicou Hilton Duarte.
De acordo com a família, o delegado continua internado, sedado mas apresenta melhora. Ele saiu da UTI Cirúrgica e agora está na UTI clínica.
O crime
O crime aconteceu, no dia 21 de setembro, quando Marcelo Hercos, que estava de folga, abordou três suspeitos na saída da loja, após receber a denúncia de que eles estariam passando notas falsas do local. Um deles teria reagido e ferido o agente dando ré no veículo em que estava e disparando com a arma do próprio delegado.
O delegado Marcelo Hercos foi levado para o Huse com três tiros – um no ombro e dois na região frontal (que atingiram duodeno e estômago), e após ter o quadro de saúde estabilizado foi autorizada a transferência, que ocorreu sem intercorrências. No dia 24 de setembro, ele foi transferido do Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse) para um hospital particular
Em seguida, os três fugiram em um veículo com placas da cidade de Salvador, que foi abandonado em um terreno próximo ao local do crime. O carro, que foi periciado, tinha marcas de disparos e manchas de sangue.
Os dois suspeitos foram presos no dia seguinte ao crime, na região do Robalo, na Zona de Expansão da capital. O suspeito de efetuar os disparos fugiu e se entregou à polícia, na quinta-feira (23), na cidade de Salvador. Um quarto suspeito, que seria o responsável pelo aluguel do carro utilizado pelo trio foi preso na sexta-feira (24), na capital baiana. Ele foi transferido para Sergipe no dia 27 de setembro.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, um laudo do Instituto de Criminalística (IC), atestou que as sete notas de R$ 200 que estavam com os suspeitos eram falsas. Foi verificado ainda, que a falsificação não era grosseira, tendo em vista que produziam diversos aspectos macroscópicos de cédulas autênticas.
Fonte: G1/SE